quarta-feira, 24 de abril de 2013

O último ano...


Se eu tivesse que definir o quinto ano, talvez usasse adjetivos como: cansativo, desgastante, tenso, complicado, mas acho que a palavra que mais define é "saudade".
No quinto ano são suas últimas festas, último baile do bixo, último fim de tarde, último pira o caipira, entre tantas outas. É o seu 100 dias, seu churrasco de integração, é sua vez de fazer trancinhas no cabelo e dançar em cima do trio.

É o momento em que você fica louco atrás do estágio curricular e rezando para te aceitarem.
É o momento em que as rodas de conversa passam a ser sobre residência, trabalhos, pós graduação, opções para o futuro etc.
É o momento em que sua turma se reúne para resolver coisas da formatura, escolher professores homenageados e definir os últimos detalhes.
É o momento em que assistir aula é extremamente cansativo e estudar para as provas então...quem aguenta?
É o momento da saudade... Saudade do que você já viveu, de tudo que passou, da semana zero, do primeiro dia de aula, das aulas de anatomia, da vontade de poder mexer no animal, das descobertas de uma vida longe de casa, da alegria em conhecer gente nova, de usar a plaquinha, de ajoelhar para conhecer os veteranos, de se preocupar com faltas e notas, de pensar em como seria seu último ano.

E chegou...Não sei se é motivo para sorrir ou chorar, acho que um pouco de cada um. É aquele friozinho na barriga de não saber como será o futuro, de não se enxergar em 1 ano, de saber que talvez reencontre seus amigos poucas vezes por ano, porque cada um vai para um canto diferente.

Não poderia encerrar esse post sem agradecer àqueles que viveram tudo isso, nesses 5 anos, ao meu lado, à minha turma Vet09. Sei que não importa quanto tempo passe lembraremos uns dos outros com todo carinho e alegria possível.

Dizem por aí que toda mudança acontece por um motivo e que alguma coisa boa virá. Enquanto isso, em meio à lagrimas e sorrisos cada um segue seu destino.



E fica um sambinha para animar o post:



Por: Renata Tolezano (Pigméia) - VET09

terça-feira, 16 de abril de 2013

Unesp vai oferecer 50 disciplinas em inglês

   A Universidade Estadual Paulista (UNESP) vai oferecer, a partir do segundo semestre, 50 disciplinas de pós-graduação ministradas em inglês. A ideia é criar um movimento de internacionalização e intercâmbio, atraindo cerca de 700 estudantes do exterior. Instituições de ensino no Brasil já oferecem aulas em outro idioma, mas é a primeira vez que uma universidade cria um bloco de matérias nesse modelo.


   As disciplinas serão oferecidas gratuitamente em 14 unidades, sobre temas de pesquisa consideradas de excelência em quatro áreas: Ciências Agrárias, Energias Alternativas, Odontologia e Literatura e Linguística. Alunos brasileiros matriculados na Unesp também poderão cursar.
   "A interação entre os estudantes da Unesp com os colegas estrangeiros deverá contribuir de maneira efetiva para a construção de um ambiente multicultural e mais internacionalizado", disse o assessor chefe da Assessoria de Relações Externas da Unesp, José Celso Freire Junior.
   A expectativa inicial é atrair de 10 a 15 alunos por disciplina, como explica o pró-reitor de Pós-graduação da Unesp, Eduardo Kokubun. "O mundo está olhando para o Brasil e temos algumas áreas de muito interesse internacional. Mas é difícil que estudantes venham para aprender português para depois conseguir fazer um curso."
   Na Europa, cerca de 30% dos estudantes das principais universidades são estrangeiros. Esse porcentual não passa de 5% na Unesp, por exemplo.
   A instituição já abriu inscrições pelo site www.unesp.br/international-courses. Pelo endereço, os inscritos deverão encaminhar uma proposta em que expliquem como poderão aproveitar os créditos em sua formação.
   Programas. A internacionalização da universidade brasileira vem ganhando importância. Não por acaso, uma das apostas do governo federal nessa área é o Ciência sem Fronteiras, que pretende enviar 100 mil estudantes para outros países até 2014.
   Mas o desafio maior ainda é promover o caminho inverso. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, tem um projeto para oferecer um bloco de disciplinas da graduação em inglês. O plano, que aguarda definição do Conselho Universitário, começaria com Engenharia e cursos de exatas para depois ser ampliado.
   Para o professor da Unicamp Leandro Tessler, o maior empecilho para que as universidades brasileiras ofereçam cursos em outro idioma não é o domínio da língua. "Existem setores da universidade que são contrários a ensinar em inglês, entendendo que isso seria perda de soberania", disse. Algumas unidades, como o instituto de Artes, já oferecem aulas em inglês.
.   Na Universidade de São Paulo (USP), a Faculdade de Economia e Administração, em Ribeirão Preto, e a Esalq, em Piracicaba, já têm aulas em inglês. Na pós-graduação, as disciplinas são ministradas em inglês em duas situações: quando há grande número de alunos estrangeiros e quando a disciplina é ministrada por professor visitante. A partir da segunda quinzena de abril, haverá o registro sistemático dessas disciplinas ministradas em inglês pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, com a entrada em vigor do novo regimento.
   A USP vai criar escritórios em Boston, Londres e Cingapura como parte de um programa de internacionalização, lançado no mês passado. As representações funcionarão até janeiro de 2014. O investimento será de R$ 400 mil e incluirá a concessão de bolsas para pesquisadores e estudantes estrangeiros que queiram fazer intercâmbio na USP.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A coragem dos que estão lá


   Admiro a coragem dos que escolhem viver uma vida de saudade. Aqueles que por livre e espontânea vontade deixam para trás a sua cidade natal, os amigos de longa data, a família, os rostos familiares. Não me refiro aos que tentam fugir, nem aos que buscam a felicidade em outros lugares, outras pessoas, e que dão graças a deus por pegar o avião – sem lembrar que não importa para onde viajemos a gente sempre vai junto.
   Não que não os admire, não é isso. Mas hoje estou falando daqueles que são felizes e tem uma vida boa na terrinha. Que têm amigos, família, planos, desejos e lugares favoritos. Não vivem uma vida triste em casa. Muito pelo contrário. Sabem que seriam capazes de ter uma vida plena e alegre no lugar onde nasceram. E ainda assim escolhem correr atrás de algo maior.
   Pode ser um emprego atraente, um grande amor, a segurança de dormir de portas abertas ou poder morar há menos de 10 minutos da praia. Os motivos são variados e cada um tem o seu. Mas não são fugas, muito antes pelo contrário, são buscas. Troca-se o certo pelo duvidoso, o bom pelo que tem o potencial de ser ótimo. Arrisca-se e arriscar-se é viver.
   São pessoas admiráveis as que escolhem o caminho mais difícil. Sabem que enfrentarão uma vida de saudades, de ausências e de momentos de solidão. Claro que se fazem novos amigos e grupos, mas tem coisas que só aqueles que nos conhecem desde sempre podem fazer por nós. E a vida longe deles pode ser um pouquinho mais difícil. Mas o difícil não assusta estas pessoas. Elas sabem que o que buscam vale qualquer dificuldade.
   Buscar o que se acredita, ir atrás do que se quer, mesmo sabendo que a estrada será dura e por vezes solitária. Aventurar-se mundo afora, contando com a boa vontade de pessoas até então estranhas e buscando descobrir-se enquanto se descobre a vida. Uma vida de saudades. Mas as saudades se tornarão pequenas quando olhar para trás e ver as conquistas, os objetivos alcançados, o sonho concretizado, mesmo que de forma diferente daquela idealizada no começo da viagem. Admiro os que sabem que precisam ir embora e vão. E também aqueles que não precisam, mas que querem e vão.
   E que as saudades, que hoje parecem gigantes, fiquem cada vez menores, mais toleráveis, mais esparsas. Até mesmo porque aqueles que te conhecem desde sempre, sempre irão te conhecer.
Texto retirado de: http://meulirio.wordpress.com/2013/03/18/a-coragem-dos-que-que-estao-la/

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Hospital Albert Einstein libera bichos de estimação para visitar pacientes em SP


   Entre olhares de admiração, espanto, surpresa e curiosidade, a cadela Clara, da raça fila, com três anos e 73 kg, entrou ontem tranquilamente pela recepção e passou por corredores de um dos mais importantes hospitais do país, o Albert Einstein, em São Paulo. Ela foi visitar o dono, que está em tratamento contra um câncer na bexiga.
   Após três anos de testes e preparo de equipes, o hospital liberou, sob rígido protocolo, que bichos de estimação, às vezes considerados membros da família, visitem pessoas internadas mesmo em unidades semi-intensivas.
   "Meus filhos moram fora de São Paulo, são muito ocupados. A Clara acaba me fazendo companhia em horas difíceis. Ela é parte da família. Poder tê-la comigo no hospital faz a diferença no meu ânimo, na minha disposição", diz o advogado Ennio de Paula Araújo, 71.
   A entrada de bichos no Einstein --gatos e passarinhos também são aceitos-- faz parte também do cumprimento de regras de uma certificação internacional de humanização que o hospital conseguiu no ano passado.
   O Einstein é o 35º hospital do mundo e o primeiro da América Latina a conseguir o selo concedido pela organização americana Planetree.
   "Poder receber seus bichos aqui era um desejo frequente dos pacientes. Eles fazem bem e, sem dúvida, interferem na cura", afirma Rita Grotto, gerente de atendimento do hospital.
   Clara teve de passar por uma avaliação de seu veterinário, que deu um laudo atestando sua boa saúde, e tomar um banho caprichado antes da visita. Os donos apresentaram os documentos de vacinação e se comprometeram a mantê-la tranquila.
   "Mas, antes de tudo, é preciso a autorização do médico, que tem de colocar no prontuário do paciente que está de acordo com a visita. Uma equipe multiprofissional checa se todo o protocolo foi cumprido. Na menor dúvida, a entrada não será autorizada", declara Grotto.
   O hospital diz que recebeu só uma queixa até hoje. A mãe de uma criança com leucemia reclamou da presença de um cão, mas recuou depois de receber explicações.
   O aposentado Menachem Mukasiey, 67, está há uma semana internado com um problema no joelho e aguardava ontem ansioso a visita da poodle Bolinha.
   "Já passei por vários hospitais e jamais me permitiram ver a Bolinha, que fica sem comer e depressiva enquanto estou fora. Aqui é o único lugar que me deixaram recebê-la, o que é uma alegria."
   Paulo de Tarso Lima, coordenador da área que implanta as medidas de humanização no Einstein, afirma que "não está se falando de uma vontade de todos os pacientes" e que "também não se autoriza a presença dos bichos em qualquer lugar, de qualquer maneira".
   Para o médico, o contato com os bichos pode levar "felicidade, paz e bem-estar" e auxiliar a recuperação de algumas pessoas. "O encontro com um cão ajuda a relaxar, a retomar a preocupação com o corpo, o que pode ficar perdido em pacientes crônicos."
   O Conselho Regional de Medicina de SP e a Sociedade Brasileira de Infectologia não se manifestaram.




Retirado de: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1256381-albert-einstein-libera-bichos-de-estimacao-para-visitar-pacientes-em-sp.shtml


sexta-feira, 5 de abril de 2013

PNCRC/Animal comprova que frango e ovos brasileiros não contém hormônios


A União Brasileira de Avicultura (UBABEF) comemorou hoje (04) os resultados do Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes para produtos de origem animal (PNCRC/Animal), divulgado no Diário Oficial da União pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que demonstraram a inexistência da utilização de hormônios na criação de frangos do Brasil.

Conforme o levantamento, foram realizadas 3,7 mil análises em aves voltadas para o consumo do mercado interno e para a exportação.  Nenhuma das análises deu resultado positivo para betagonistas e substâncias de ação anabolizante, de uso proibido no país - como as demais análises realizadas em anos anteriores. 
   
De acordo com o presidente executivo da UBABEF, Francisco Turra, o levantamento promovido pelo MAPA é o principal atestado sobre o elevado padrão produtivo da avicultura brasileira.

"Há tempos perdura no Brasil e em diversos países a mentira de que hormônios são utilizados na produção de frangos, uma forma desonesta de tentar afetar a imagem de um produto de alta qualidade e sanidade, obtido a partir de um processo de produção de excelência", destaca o presidente da UBABEF.
Segundo o diretor Técnico da UBABEF, Ariel Antônio Mendes, a eficiência da produção de frangos é baseada em três fatores: genética de ponta, ração balanceada e excelentes condições de criação.

"A seleção natural de características geneticamente favoráveis nas aves, a ração brasileira à base de milho e soja e a alta tecnologia empregada para a as condições ambientais dos galpões de criação é que, de fato, fazem a produção de carne de frango um processo rápido", destaca.
   
Infelizmente, conforme o diretor de Mercados da UBABEF, Ricardo Santin, ainda perdura na população o "mito dos hormônios". 

"Uma pesquisa encomendada pela UBABEF a um instituto de referência, que tratou sobre hábitos de consumo do brasileiro, mostrou que 72% da população ainda acredita que hormônios sejam utilizados na criação de frangos.  Por esse motivo, vamos promover uma campanha de massa para tentar reverter esse quadro, demonstrando que a carne de frango é saudável e segura para a dieta diária do brasileiro", ressalta Santin, lembrando que a mesma pesquisa apontou que o frango é consumido em 100% dos lares brasileiros.

Outro produto avícola, o ovo, foi alvo do PNCRC/Animal. Em nenhuma das análises foi encontrada qualquer irregularidade.

Além de aves e ovos, o PNCRC/Animal realizou 14.956 análises durante o ano de 2012 em carnes bovina, suína, equina, de aves e de avestruz, além de leite, mel, ovos e pescado.  As análises objetivam verificar a eficácia dos autocontroles adotados pelo setor industrial de produtos de origem animal consumidos no Brasil e destinados a exportação. 

Retirado de: www.aviculturaindustrial.com.br

terça-feira, 19 de março de 2013

Genes da inovação

Docente da FCAV é protagonista de um dos casos mais exemplares de pesquisa científica

   Quando criança, ele queria ser padre, mas largou o seminário para estudar biologia e acabou trilhando os rumos da vida acadêmica. O espírito empreendedor, entretanto, o levou a ser um dos protagonistas de uma história de sucesso que, para a realidade brasileira, mais parece um conto de fadas. Primeiro, participou de um estudo pioneiro de repercussão internacional, que em seguida o levou a fundar uma empresa de inovação tecnológica, financiada com capital de risco da iniciativa privada. Anos depois, a empresa foi vendida a uma multinacional por US$ 290 milhões.
   O biólogo Jesus Aparecido Ferro, 61 anos, atual chefe do Departamento de Tecnologia da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp em Jaboticabal, acumulou nos últimos 13 anos uma bagagem rara no campo da inovação tecnológica no Brasil. Tudo começou em 1999, quando ele coordenou o grupo de pesquisadores que, com apoio da Fapesp, sequenciou o genoma da bactéria causadora de uma doença que ataca os laranjais, o “amarelinho”.
   Além de valer uma capa da revista Nature em 2000, o feito conferiu credibilidade para que, dois anos depois, Ferro conseguisse um financiamento de US$ 30 milhões da Votorantim Novos Negócios para a criação da Allelyx (Xylella, ao contrário), empresa de pesquisa genômica aplicada ao agronegócio.
  Fundada por Ferro e biólogos e bioinformatas da Unicamp e da USP para pesquisar transgênicos e melhoramento no cultivo da laranja, da cana-de-açúcar e do eucalipto, em 2003 a Allelyx ganhou uma irmã, a CanaVialis, empresa focada na criação de variedades de cana resistentes a doenças e à seca, com maior teor de sacarose e produtividade. Cinco anos depois, ambas as empresas foram compradas pela Monsanto, dando origem aos laboratórios de pesquisa em biocombustível da multinacional no Brasil. 
   "Fomos a primeira iniciativa privada no Brasil a trabalhar com tecnologia agrícola e com o desenvolvimento de organismos geneticamente modificados para o mercado brasileiro", afirma a bióloga Adriana Capela, que trabalhou ao lado de Ferro e hoje é líder de operações em biotecnologia da Monsanto em Campinas.

Por Mariana Trevisoli - Assessoria de Imprensa da Unesp/FCAV

Retirado de: http://www.fcav.unesp.br/?_escaped_fragment_=%2Fnoticia%2F65%2Fgenes-da-inovacao%2F

Acesse aqui a Matéria na íntegra

quinta-feira, 14 de março de 2013

MAPA alerta para os perigos do consumo de carne sem fiscalização


   Coibir o abate de animais em lugares sem higiene e expostos a sujeira é uma preocupação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por isso a importância de saber a procedência dos produtos no momento de adquiri-los. O Mapa alerta para os riscos de se consumir esse tipo de produto, especialmente na rua ou em estabelecimentos duvidosos. Além dos riscos de contaminação durante o processo de abate e transporte, o armazenamento e o preparo deste alimento podem fazer a diferença para a saúde do consumidor.
   O risco maior é a toxinfecção alimentar, que pode levar à morte. Mas existem outras doenças que são transmitidas dos animais aos seres humanos, causando uma série de problemas. Por isso, o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Ênio Marques, chama atenção para a importância de o consumidor comprar produto bem embalado, refrigerado e, principalmente, com o selo Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura, que atesta a qualidade, bem como do Organismo Estadual (SIE) ou Municipal (SIM) correspondente. “Procurar sempre um produto que seja ‘sifado’ e que tenha procedência de um local que você conheça é a melhor coisa a se fazer. Risco é uma questão de comportamento”, afirma Marques, numa referência sobre a responsabilidade do consumidor ao comprar produtos baratos e sem a certificação.
   O SIF tem o controle da origem dos produtos. Cada animal abatido é fiscalizado por uma equipe do Mapa, composta por veterinários e auxiliares, além de profissionais contratados pela própria empresa. Em caso de detecção de irregularidades no procedimento de colocação do SIF, o processo de produção é interrompido, há a autuação do estabelecimento e a avaliação do risco para a produção. O processo só é retomado quando a empresa apresentar um plano de prevenção. As vistorias nesses estabelecimentos são diárias e já começam antes do início da produção. Dados do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) apontam para 278 os abatedouros sifados no País. No ano passado, os processos produtivos de produtos de origem animal apresentaram elevados índices de conformidade (90,51%). No período, foram analisadas 75.020 amostras de produtos de origem animal, sendo que 94% apresentaram conformidade com os padrões legais vigentes.
   O Serviço de Inspeção Federal atua junto a cada estabelecimento, exigindo as boas práticas de fabricação e examinando os animais, antes e após a sua morte, descartando quaisquer produtos que sejam considerados impróprios para consumo.



Como evitar produtos irregulares
A principal dica é prestar atenção na procedência do alimento. O consumidor “nunca deve adquirir um produto de origem duvidosa, no caso, clandestino”, sob pena de ter graves problemas de saúde.
   Os produtos obtidos a partir do abate clandestino, por exemplo, sem a devida inspeção veterinária oficial, podem ser vetores de doenças e infecções alimentares. As chamadas zoonoses (doenças de homens e animais) e a contaminação das carnes somente poderão ser identificadas e descartadas mediante a inspeção de médico veterinário capacitado.
   Ambas podem provocar uma série de prejuízos à saúde dos consumidores, entre estes estão: tuberculose, brucelose e cisticercose, além das infecções e intoxicações alimentares, causadas por microorganismos que contaminam os produtos de origem animal, cujos sinais variam de diarreias, dores abdominais, febre, abortos e até mesmo demência, confusão mental e óbito.
   Se identificado o produto no comércio, sem inspeção, a denúncia deve ser feita na Vigilância Sanitária do município. No procedimento de investigação pelos órgãos de controle sanitários, o assunto poderá ser remetido à Polícia, tendo em vista que muita carne clandestina é proveniente do ro ubo de cargas no País.
   Passo a passo da fiscalização:
- A ação de fiscalização já começa no transporte, onde o animal sofre forte stress e seu descanso, durante o período de repouso no estabelecimento de abate (durante 6 a 24 horas), serve para repor suas energias, se adaptar ao novo local e para a observação de seu comportamento, por médico veterinário especializado, que tomará as medidas cabíveis, caso haja alguma alteração.
- Em um estabelecimento de abate de bovinos, o animal é submetido a uma série de análises e exames, antes e após o abate, para garantir ao consumidor final um produto de qualidade. São as denominadas inspeções “ante mortem” e “post mortem”.
- A importância da inspeção “ante mortem” é imprescindível em um estabelecimento de abate, visto que algumas enfermidades têm sintomatologia clara nos animais vivos, enquanto que no exame “post mortem”, pouca ou nenhuma alteração é detectada.
- A constatação de alterações nos animais antes do abate determina sua separação do lote e evita a entrada de animais portadores de doenças infecto-contagiosas na sala de abate, que além de atentar contra a saúde pública, contaminam as instalações e equipamentos. Enquadram-se neste tipo de doenças, a raiva, o tétano, o carbúnculo etc.
- Durante a manipulação do animal, após o abate, várias análises e exames são realizados em suas vísceras e gânglios, no sentido de garantir o produto antes de ser colocado à disposição do consumidor. Os locais ou pontos da sala de matança onde são realizados estes exames são chamados “linhas de inspeção” e estão assim padronizados: Exames dos pés – em estabelecimentos exportadores; Exame do conjunto cabeça-língua; Cronologia dentária – facultativa; Exames do trato gastrointestinal e do baço, pâncreas, vesícula urinária e útero; Exame do fígado; Exame do coração e dos pulmões; Exame dos rins; Exame dos lados interno e externo da parte caudal (traseira) da carcaça e dos nódulos linfáticos correspondentes; Exame dos lados interno e externo da parte cranial (dianteira) da carcaça e dos nódulos pré escapulares.
- Após todos os exames, estando a carcaça apta ao consumo, recebe o carimbo de inspeção em partes pré-determinadas, sofre uma toilete final e vai para a refrigeração, aguardando expedição para o consumo. Caso seja detectado algum problema, a carcaça é descartada e o médico veterinário toma as providências cabíveis.
   O que diz a lei sobre a fiscalização de produtos de origem animal
   As fiscalizações do Mapa referem-se apenas às produções que circulam entre estados e para exportação, cabendo por Lei aos estados (fiscalização de circulação intermunicipal) e municípios (apenas no município).
   Importante ressaltar que é obrigatória a prévia fiscalização, sob o ponto de vista industrial e sanitário, de todos os produtos de origem animal, e conforme estabelecido pela Lei nº 7.889 de 23/11/1989. A referida fiscalização de estabelecimentos devidamente registrados em órgão município/estado que aderiram ao SISBI/POA de forma voluntária, prioritariamente promovem a proteção à saúde da população, pois existe a necessidade de promoção de atividades que objetivem a redução da produção e comercialização de produtos de origem animal sem inspeção oficial.
   Tal fato agrega valor aos produtos elaborados no município em decorrência da garantia da qualidade regulamentar e, por conseguinte, a inocuidade daqueles que são entregues ao consumo, além de promover o recolhimento de impostos e incentivo ao emprego formal com qualificação de mão de obra.

Matéria retirada de: http://www.agricultura.gov.br/comunicacao/noticias/2013/02/mapa-alerta-para-os-perigos-do-consumo-de-carne-sem-fiscalizacao

Por Renata Tolezano (Pigméia)


domingo, 3 de março de 2013

Cursos online gratuitos

Na internet é possível achar de tudo, vídeos fofinhos de gatos, teses completas e os mais diversos cursos para realizar. E o melhor, muitos gratuitos!

Listamos diversos sites onde é possível realizar cursos sobre as mais diversas áreas do conhecimento.

Univesp TV - televisão online da TV Cultura. Possui diversos cursos de graduação e pós-graduação ministrados na USP, na Unesp e na Unicamp. Há também cursos de extensão, mesas redondas sobre atualidades e conteúdos ligados a universidades estrangeiras.

FGV - Primeira instituição brasileira a ser membro do OpenCourseWare Consortium – OCWC –, consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos sem custo, pela internet.

Iped -Instituto Politécnico de Ensino a Distância possui mais de 500 gratuitos com certificado Há Cursos Profissionalizantes, Cursos para Crianças, Cursinho Preparatório para Vestibular, Cursos Preparatórios para Concursos Públicos e planos Corporativos.

Learncafe - mais de 782 cursos gratuitos online.

Bradesco - Cursos de comunicação escrita, finanças pessoais, matemática financeira, Word 2010, Office 2007 entre outros

Prime cursos - Fundada em 2003, empresa especializada em ensino à distência.

Por Renata Tolezano (Pigméia)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Dicas para quem quer viajar ao exterior

Qualquer viagem ao exterior demanda um bom planejamento do viajante, para um mochilão ou um intercâmbio universitário. Ter um conhecimento básico da língua do(s) país(es) que será(ão) visitado(s) torna a viagem mais fácil e tranquila.
   Algumas plataformas virtuais gratuitas (ótimo para você, estudante universitário abaixo da linha de pobreza) facilitam este aprendizado, tanto para quem busca o básico, como o avançado: 

Colingo - Ideal para quem quer aprender inglês com americanos nativos
Bussu - É possível aprender até 12 idiomas
Forvo - Ideal para quem tem curiosidade de saber como se pronuncia determinada palavra
Livemocha - As pessoas podem tanto aprender quanto ensinar um outro idioma pra alguém
Memrise - Ideal para pessoas que já têm algum conhecimento em um determinado idioma e desejam ampliar o vocabulário

Weblínguas - Site brasileiro,  no qual os usuários podem aprender português, inglês, espanhol e francês
My Happy Planet - Conecta estudantes de uma língua com seus proficientes
My Language Exchange - Permite que estudantes se conectem diretamente com outros usuários nativos para aprender um novo idioma
The Mixxer - Conecta estudantes com usuários de outras partes do mundo
BBC Languages - Possível aprender até 40 línguas

   Ainda para quem vai viajar sozinho, algumas dicas e informações úteis podem ser adquiridas em diversos sites:

Portal Consular -  Ideal para checar informações sobre o destino desejadoMulher que viaja sozinha - Dicas e relatos de viagens feitas por leitoras desacompanhadas

Travel State -  É destinado a viajantes do Departamento de Estado dos EUASolo travel - Possui pequenos artigos sobre viagens solo em diversos destinos e dicas para mochileiros
Travelling alone - Dicas de segurança para homens e mulheres, artigos sobre atividades, planejamento, questões culturais e conselhos

Além disso, conversar com um amigo que já viajou para intercâmbio ajuda ainda mais. 


"Não vês que somos viajantes?
E tu me perguntas:
Que é viajar?
Eu respondo com uma palavra: é avançar!
Experimentais isto em ti
Que nunca te satisfaças com aquilo que és
Para que sejas um dia aquilo que ainda não és.
Avança sempre! Não fiques parado no caminho."
Santo Agostinho


Fonte: catracalivre.folha.uol.com.br

Por Renata Tolezano (Pigméia)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Formação acadêmica além do convencional



    O Programa de Educação Tutorial - PET - é um programa educacional, criado pelo MEC, que estimula alunos dos mais diversos cursos de graduação a realizarem projetos que unam a pesquisa, o ensino e a extensão. Este é um programa que abrange todas as regiões do Brasil e é bem difundido entre as universidades públicas e algumas privadas. 

    Dentre os PET’s da Medicina Veterinária espalhados pelo país, o PET Vet da FCAV foi o primeiro a ser implantado. Graças à sua pretensão de unir os três pilares da formação acadêmica, os alunos “petianos” formam-se, inquestionavelmente, diferenciados. Quando digo isto, não estou me referindo apenas ao conhecimento técnico mas, especialmente, aos aspectos pessoais e profissionais que, conjuntamente, formam um profissional completo.
“Educação Tutorial” trata-se de um modelo de aprendizagem em que os mais “velhos” passam seus conhecimentos aos mais “novos”. Analisando somente por este aspecto vemos que, tão logo entramos no programa, estamos nos submetendo a aprender com os alunos que já têm certo tempo de experiência. Após um ano, novos alunos entrarão e, então, temos por missão passar tudo aquilo que aprendemos. Ademais, o professor tutor é a figura presente e indispensável em todas as discussões e decisões, nos orientando em todos os aspectos. Também é destacável o vínculo que criamos entre nós, tutor e alunos, pois nos tornamos uma grande equipe, formada de amigos e companheiros de trabalho.

  Nas reuniões semanais somos postos à prova de trabalhar em grupo. São feitas discussões a respeito dos projetos a serem desenvolvidos, onde todos têm a oportunidade de expressar suas ideias e opiniões, de ouvir e serem ouvidos. Participar deste tipo de discussão traz grandes benefícios. Adquirimos o espírito da organização e planejamento, a melhor forma de se trabalhar, de nos dividir e otimizar nosso tempo. Somos constantemente desafiados a improvisar em meio ao imprevisível. Além disso, desenvolvemos a capacidade de pensar. Não apenas aquele ato trivial com o qual estamos habituados, mas sim, idealizar, inovar, utilizar a criatividade inerente a todos os seres humanos, que nem sempre é aproveitada. Aprendemos a aceitar críticas e criticar e, quando o fazemos, que seja da forma correta.

   Ao colocar os projetos em prática, os alunos aprendem a se responsabilizar, pois cada um tem uma função e esta é indispensável ao bom andamento do grupo. Os projetos de extensão, particularmente, acarretam um grande crescimento humanístico e profissional, porque levamos conhecimento e orientações a uma parte da população que, na maioria das vezes, é leiga no nosso assunto de interesse. Os projetos de ensino nos levam a analisar em quais aspectos ou assuntos a própria comunidade acadêmica padece e, de alguma forma, supri-los.

   Já de antemão, um alerta. Não pense que o PET é a única salvação para seu futuro profissional. Os aspectos que citei acima também podem ser desenvolvidos com a participação em outras entidades ou atividades existentes neste câmpus. Aliás, essas qualidades não se desenvolvem por si só. Em qualquer lugar que estejamos, é preciso esforço e entrega ao seu objetivo. É a famosa definição de “vestir a camisa”. Quem se prontifica a participar de programas deste tipo precisa estar ciente que deve trabalhar e se doar, não apenas ficar sentado esperando que a oportunidade bata à sua porta. O mercado de trabalho não quer um profissional apenas com um bom conhecimento técnico. Na verdade, isso é de praxe, uma obrigação. Mas, procuram aqueles que saibam trabalhar em grupo, lidar com pessoas, com espírito de liderança, dinamismo e criatividade.




Michelli Fenerich (Malisa - Vet09)
Programa de Educação Tutorial (PETVet)
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